Autoria: Lemos, C. ¹,4*, Quintela, L.A.¹,³, Cerqueira, J.O.L. ²,4,5
¹ Universidade de Santiago de Compostela, Faculdade de Medicina Veterinária, Departamento de Patologia Animal, 27002 Lugo, Espanha;
² Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Refóios do Lima, 4990-706 Ponte de Lima, Portugal;
³ Instituto de Biodiversidade Agrícola e Desenvolvimento Rural (IBADER), Universidade de Santiago de Compostela, Campus Lugo s/n, 27002 Lugo, Espanha;
4 Centro de Investigação e Desenvolvimento em Sistemas Agro-alimentares e Sustentabilidade (CISAS), Instituto Politécnico de Viana do Castelo, 4900-367 Viana do Castelo, Portugal;
5 Centro de Investigação em Ciência Animal e Veterinária e Laboratório Associado para Ciência Animal e Veterinária (AL4AnimalS), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 5001-801 Vila Real, Portugal.
*Email: catia.gomes@rai.usc.es
Introdução
A curva de lactação é essencial para avaliar a produtividade e o estado fisiológico das vacas, permitindo estimar parâmetros como produção inicial (a), crescimento até ao pico (b) e persistência (c) pelo modelo de Wood (Zachut et al., 2020; Cole et al., 2023). O objetivo foi modelar e comparar matematicamente curvas de produção de leite de vacas Holstein Frísia do Norte de Portugal, por ordem de lactação, incluindo os teores butiroso (TB%) e proteico (TP%) como bioindicadores fisiológicos.
Materiais e métodos
Foram analisadas 866 lactações, agrupadas em cinco classes (1ª à ≥ 5ª lactação), registadas entre 2010 e 2020 no contraste leiteiro oficial (ABLN). Excluíram-se registos incompletos, lactações <100 dias, outliers e inconsistências. As curvas médias de produção de leite, TB% e TP% foram ajustadas com modelos adequados à fisiologia de cada parâmetro e até aos 305 dias, para cada ordem de lactação:
– A modelação da produção de leite foi realizada através do Modelo de Wood: 𝐘 𝐭 = 𝒂 · 𝒕b · 𝒆-ct adequado para descrever o aumento inicial e o declínio póspico;
– TB% foi ajustado com o Modelo Quadrático: 𝐘 𝐭 = 𝒂 + 𝒃 · 𝒆-ct + 𝒅 · 𝒕 representando a queda inicial e a recuperação posterior;
– TP% seguiu um Modelo Logarítmico com componente linear: 𝐘 𝐭 = 𝒂 + 𝒃 · 𝒍𝒐𝒈 𝒕 + 𝟏 + 𝒄 · 𝒕 simulando a subida rápida inicial e estabilização posterior.
Resultados
– a (kg/dia) aumentou da 1ª (20,28) à 2ª lactação (26,35), mantendo-se estável nas seguintes (25,82; 25,27; 25,19);
– b, adimensional, foi ligeiramente superior em multíparas (0,126 a 0,150), indicando um crescimento mais rápido da produção até ao pico (…);
Poster apresentado durante o XXV Congresso de Zootecnia – ZOOTEC 2025