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Inovação no setor florestal. A revolução do Vibrador de Tronco Gravity

Inovação no setor florestal. A revolução do Vibrador de Tronco Gravity

R ecentemente, a Fravizel e a Pineflavour realizaram uma demonstração em campo do vibrador de tronco para pinhas Gravity, uma tecnologia inovadora que promete transformar a colheita de pinhas e impulsionar o setor florestal. A sessão decorreu em Coruche e teve como propósito demonstrar como a máquina de colheita de pinhas opera.

O principal objetivo da demonstração em campo do vibra dor Gravity foi promover o equipamento e destacar as suas principais características. Como explicou Inês Frazão, Marke ting Manager da Fravizel SA, a tecnologia foi projetada para otimizar o processo de colheita de pinhas, sendo capaz de derrubar as pinhas de árvores robustas em apenas cerca de um minuto por árvore. A forma como a tecnologia se ajusta à árvore e a digitalização do processo também foram destaques importantes. “A ideia é mostrar como o equipamento pode ser uma solução eficiente e tecnológica, adaptando-se à realidade do setor florestal e melhorando a segurança e a produtividade”, realça Inês Frazão.

Durante a demonstração, o principal resultado observado foi a eficácia do equipamento, evidenciando a evolução tecnológica necessária para aumentar a segurança na apanha da pinha.

O Gravity não só facilita a colheita de maneira mais eficiente, como também assegura a integridade da árvore e a possibilidade de colheitas futuras, o que representa um grande avanço para o setor. Segundo a responsável de Marketing, os feedbacks recebidos foram extremamente positivos, especialmente no que diz respeito à capacidade do equipamento derrubar pinhas de árvores robustas sem com prometer as colheitas futuras.

Segundo Inês Frazão, a tecnologia permite modernizar a apanha das pinhas dos pinheiros mansos, aumentando a capacidade produtiva e tornando a exploração economicamente viável.

A Fravizel e a Pineflavour têm uma parceria estratégica focada no desenvolvimento e inovação constante do setor florestal. “A parceria entre as duas empresas visa desenvolver o setor com constante inovação no desenvolvimento e na tecnologia do produto, tornando a produção da pinha cada vez mais economicamente viável”, diz a responsável de Marketing, argumentando ao mesmo tempo: “Através da inovação contínua no produto e no processo, a parceria fortalece a implementação de novas tecnologias no setor florestal, aumentando a eficiência e a sustentabilidade eco nómica da produção, cumprindo as exigências do mercado de modo a impulsionar o crescimento do setor. Para além disso, esta tecnologia permite assegurar a integridade da árvore e colheitas futuras”.

O setor florestal enfrenta vários desafios, como a necessidade de aumentar a eficiência operacional, descarbonizar processos e digitalizar as operações.

Nesse sentido, Inês Frazão adianta que a Fravizel tem con centrado esforços na criação de soluções para enfrentar esses desafios, com destaque para a criação de tecnologias user friendly que melhoram a vida dos operadores. “A tecno logia avançada, como o Gravity, ajuda a proporcionar um manuseamento mais cuidadoso, aumentando a produtivi dade e diminuindo os custos operacionais. A tecnologia avançada através dos ciclos de vibração promove uma produção mais sustentável e rentável para o setor”, ter mina Inês Frazão.

Inês Frazão, Marketing Manager da Fravizel SA, explica que o Gravity não só facilita a colheita de maneira mais eficiente, como também assegura a integridade da árvore e a possibilidade de colheitas futuras

Para Pedro Amorim, diretor da Pineflavour, um dos principais obstáculos enfrentados pelos proprietários de pinheiros é a escassez de mão de obra qualificada para a colheita artesanal, o que leva a muitas pinhas a ficarem por colher.

Pedro Amorim, diretor da Pineflavour, defende o uso de tecnologias como o vibrador de troncos, que não só minimizam os riscos de acidentes, mas também aumentam a eficiência da colheita

“Não há neste momento recursos humanos para fazer a colheita de forma manual ou artesanal. Muitas vezes, o proprietário não consegue arranjar trabalhadores, mesmo que sejam necessários apenas para fazer a colheita”, explica o diretor à nossa reportagem. A segurança também se apresenta como uma preocupação central na colheita manual, com o risco de acidentes graves, como quedas de árvores até 12 metros de altura. “Em todas as campanhas, ouvimos falar sobre acidentes, com operadores a caírem de árvores”, lamenta Pedro Amorim.

Por esse motivo, o diretor defende o uso de tecnologias como o vibrador de troncos, que não só minimizam os riscos de acidentes, mas também aumentam a eficiência da colheita, permitindo que o processo se torne financeiramente viável para os proprietários.

Pedro Amorim esclarece que o equipamento de vibração não se justifica para pequenas propriedades devido ao custo elevado. “O equipamento acaba por se pagar quando o proprietário colher cerca de 300 toneladas de pinha. Não se paga numa única campanha, mas, em duas ou três, já será rentável”, afirma. Para propriedades menores, ele sugere um modelo cooperativo, em que os proprietários se agrupam para investir em equipamentos ou contratar o serviço de colheita.

Além da colheita, a tecnologia também desempenha um papel crucial na gestão florestal.

O equipamento vem com uma aplicação para tablet que regista dados cruciais, como a quantidade de árvores vibra das e os trajetos percorridos pelo trator. No futuro, diz Pedro Amorim, pretende-se aprimorar ainda mais o sistema, permitindo que os proprietários classifiquem as árvores em boas, médias ou más, facilitando a gestão e identificação das áreas mais e menos produtivas. Isso possibilitará uma abordagem mais estratégica para maximizar os rendimentos da colheita. Embora a Pineflavour se dedique efetivamente ao processamento da pinha até ao miolo do pinhão, Pedro Amorim partilha que “uma das prioridades da empresa é disseminar conhecimento, dar ferramentas aos proprietários para que possam colher as suas pinhas de uma forma fiável e que lhes dê rendimento. Com isso mantemos este setor vivo, a crescer, porque efetivamente é um produto único e escasso no mercado mundial”, finaliza.

 

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