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É tempo de cerejas. Doçura e firmeza é marca nacional

É tempo de cerejas.  Doçura e firmeza é marca nacional

P AULO GOMES DIRETOR VOZ DO CAMPO

É nesta altura que os campos do interior do nosso país ganham nova vida. É tempo de cerejas e, com ele, inicia-se a azáfama da colheita deste pequeno fruto que, além de ser um símbolo da ruralidade portuguesa, representa também uma importante fonte de rendi mento na fruticultura nacional.

Como é sabido, Portugal conta com várias regiões produtoras de cereja, mas é na Cova da Beira - Fundão, que se concentra a produção mais reconhecida e emblemática. Com condições edafoclimáticas ideais, solos bem drenados e amplitudes térmicas significactivas, esta região produz anualmente milhares de toneladas de cereja de elevada qualidade, cuja fama já ultrapassou fronteiras. Aqui, o fruto não é ape nas um produto agrícola: é uma marca territorial, celebrada todos os anos com festivais e iniciativas que promovem o turismo e o comércio local.

Outras regiões importantes incluem Alfândega da Fé, onde a cereja também tem forte expressão, e a zona do Douro - Resende, cujos vales acolhem plantações que crescem em socalcos virados ao sol. Também em Proença-a-Nova, Portalegre, assim como em Torres Vedras e Cadaval começam também a afirmar-se, aproveitando a proximidade de mercados urbanos e exportadores.

Em termos de produção, Portugal colhe uma média de 20 mil tonelas.  Saiba como anunciar na revista impressa, digital e meios online das de cereja por ano, com variações determinadas pelas condições climatéricas, particularmente pela ocorrência de geadas tardias ou chuvas na altura da colheita, que podem comprometer tanto a quantidade como a qualidade do fruto.

O mercado nacional absorve boa parte da produção, mas a exportação tem vindo a ganhar peso, sobretudo para países como Espanha, França, Reino Unido e, mais recentemente, destinos do Médio Oriente. A cereja portuguesa, conhecida pela doçura e firmeza, tem encontrado espaço em mercados exigentes, valorizando-se pela produção quase artesanal e pelo sabor diferenciado.

No entanto, nem tudo são facilidades. Os produtores enfrentam desafios como a escassez de mão de obra sazonal, a crescente pressão dos custos de produção e a volatilidade dos preços à origem. Ainda assim, muitos apostam na inovação, com variedades mais resistentes, técnicas de colheita modernas e embalagens atrativas, para garantir competitividade.

 

 

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