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O 13º Encontro Nacional e as novas oportunidades para os produtores de mirtilo

O 13º Encontro Nacional e as novas oportunidades para os produtores de mirtilo

O 13º Encontro Nacional de Produtores de Mirtilo, realizado no Fundão no início de março, refletiu a vitalidade e evolução da cultura do mirtilo em Portugal, reunindo mais de 350 participantes. O evento, que realçou questões técnicas e comerciais cruciais para a fileira, também marcou o lançamento de um Campo Experimental de Mirtilo, fruto de uma parceria entre o Município do Fundão e a ANPM- Associação Nacional de Produtores de Mirtilo.

Com organização da ANPM - Associação Nacional de Produtores de Mirtilo, em parceria com o INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P., COTHN – Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional, e com o apoio do Município do Fundão, o 13º Encontro Nacional de Produtores de Mirtilo, demonstrou uma clara evolução do setor, tanto em termos de número de participantes como de apoio institucional e empresarial. Para Carlos Adão, presidente da ANPM, a crescente participação e o apoio das empresas são o reflexo da vitalidade da cultura do mirtilo no país, “é sinal de uma fileira viva”. Carlos Adão explicou que, ao longo dos dois dias de evento, os produtores tiveram a oportunidade de participar em sessões técnicas que abordaram questões essenciais do setor. Vários oradores partilharam conhecimentos sobre os desafios e as oportunidades enfrentadas pelos produtores, focando-se em temas de grande relevância, como as mudanças nas técnicas de cultivo e as exigências do mercado global. “Temos oradores, quer nacionais, quer internacionais, especialistas nessas áreas, para nos poder ajudar, esclarecer e capacitar estas pessoas que estão aqui”afirma Carlos Adão à Voz do Campo durante o Encontro, destacando a importância de formar os produtores para que possam se adaptar às novas realidades do setor. 

Ao refletir sobre as mudanças ocorridas desde o primeiro Encontro Nacional de Produtores, Carlos Adão afirma que “mudaram muitas coisas”, destacando as inovações no conhecimento técnico e nas práticas agrícolas. Segundo o presidente da ANPM, “mudaram as variedades, mudou a forma de condução da cultura, as técnicas, os compassos”, entre outros aspetos que contribuíram para uma maior eficiência e produtividade.

Carlos Adão acredita que, com o acesso a informações técnicas mais aprofundadas, os produtores hoje podem iniciar uma plantação de mirtilo sem precisar passar por “experimentações”, o que facilita o processo de criação de novas explorações rentáveis e com boa qualidade. O presidente da Associação também abordou as questões relacionadas às variedades de mirtilo, um tema crucial para os exportadores. O dirigente sublinha que as exigências do mercado internacional, como o “determinado tempo de prateleira, doçura e resistência”, exigem já algumas variedades específicas. Para Carlos Adão, as “chamadas variedades do Sul”, que exigem menos horas de frio, têm sido mais pesquisadas e são uma solução mais viável para os produtores dessa região. No entanto, existe uma limitação no Centro e Norte do país, onde as variedades exigem mais horas de frio e a investigação ainda não tem sido tão dinâmica. “É por isso que estamos a discutir também variedades neste evento”, diz Car los Adão, ressaltando que os especialistas internacionais são fundamentais para trazer novas perspetivas sobre o assunto.

Quanto à organização da produção, Carlos Adão sublinha a importância de os produtores se unirem para enfrentar os desafios do mercado global.

“Temos muitos mais produtores de mirtilo no Norte e no Centro e muito menos a Sul”, detalha. No Sul, o perfil dos produtores é de grandes dimensões, mas em número reduzido, enquanto no Norte e Centro há uma grande quantidade de pequenos produtores. Para Carlos Adão, é essencial que esses produtores “se juntem, que trabalhem em conjunto para conseguirmos fazer face aos desafios que são internacionais”. Nesse sentido, o presidente da ANPM acredita que a concentração da produção, quer por meio de cooperativas ou outras formas de organização, permitirá aos produtores se afirmarem no mercado internacional com uma identidade comum e uma marca forte.

Drosophila Suzuki, a mosca que tem marcado a produção

Outro desafio que tem marcado a produção de mirtilo nos últimos anos é a praga da Drosophila Suzuki, uma mosca que afeta a fruta no estado de maturação avançado. “Tentamos colher o mais cedo possível o maior número de quilos para exatamente fugirmos a essa praga”, comenta Carlos Adão, referindo que a praga tem causado muitos prejuízos. O dirigente sublinha ainda a necessidade de um compromisso entre o ponto ótimo de colheita e o controle eficaz da praga, uma questão que foi discutida no evento como parte das estratégias para proteger a produção de mirtilo. O presidente da Associação ainda apelou a uma “estratégia nacional” para o controle da praga, uma plataforma comum que envolva não apenas o mirtilo, mas também outras frutas como a cereja, o morango e a framboesa.

“A diferenciação de Portugal está na qualidade do produto e nas práticas responsáveis, como a segurança alimentar e a responsabilidade social”.

Ao terminar, Carlos Adão refere ainda a mudança no cenário internacional do mercado de mirtilo. A “janela de oportunidade” que existia para Portugal há 10 anos atrás, com menos competição, mudou. “Hoje, o mirtilo é 365 dias por ano”, afirma, destacando ao mesmo tempo a competição global que o setor enfrenta. No entanto, o responsável pela ANPM ressalta que a diferenciação de Portugal está na qualidade do produto e nas práticas responsáveis, como a segurança alimentar e a responsabilidade social. “A nossa postura do mercado, mui tas vezes, não é pelo preço, porque nós não conseguimos”, explica, e vinca: “Temos esta vantagem da segurança alimentar, da responsabilidade social, e que também, felizmente, ainda continua a ser muito valorizada pelos nossos principais compradores que estão no Norte da Europa”. Com a tendência mundial de aumento do consumo de mirtilo, Carlos Adão acredita que o setor tem um grande potencial de crescimento, especialmente se os produtores continuarem a inovar e a trabalhar em conjunto para fortalecer a presença de Portugal no mercado global.

Campo Experimental do Mirtilo nasce no Centro AgroTech Fundão

O Município do Fundão e a Associação Nacional de Produtores de Mirtilo-ANPM - assinaram no último dia do 13º Encontro Nacional de Produtores de Mirtilo, um acordo de parceria para a criação do Campo Experimental de Mirtilo, a instalar no Centro AgroTech Fundão. O Campo Experimental de Mirtilo visa a promoção de práticas inovadoras na produção de mirtilo, incluindo testes de novas variedades, técnicas de cultivo e fertilização, sendo um espaço dedicado ao desenvolvi mento e partilha de conhecimentos entre os produtores.

Durante o acordo, o vereador do Fundão, Pedro Neto, e o presidente da ANPM, Carlos Adão, formalizaram o compromisso com a presença de produtores, técnicos e parceiros do setor agrícola. O protocolo surge como um reflexo do empenho do Município do Fundão em apoiar a inovação agrícola e o desenvolvimento sustentável da região.

“É com grande entusiasmo que damos este passo importante para a agricultura da nossa região. O Campo Experimental de Mirtilo do Fundão será um espaço aberto e acessível aos pro Ao terminar, Carlos Adão refere ainda a mudança no cenário internacional do mercado de mirtilo. A “janela de oportunidade” que existia para Portugal há 10 anos atrás, com menos competição, mudou. “Hoje, o mirtilo é 365 dias por ano”, afirma, destacando ao mesmo tempo a competição global que o setor enfrenta. No entanto, o responsável pela ANPM ressalta que a diferenciação de Portugal está na qualidade do produto e nas práticas responsáveis, como a segurança alimentar e a responsabilidade social. “A nossa postura do mercado, mui tas vezes, não é pelo preço, porque nós não conseguimos”, explica e vinca: “Temos esta vantagem da segurança alimentar, da responsabilidade social, e que também, felizmente, ainda continua a ser muito valorizada pelos nossos principais compradores que estão no Norte da Europa”. Com a tendência mundial de aumento do consumo de mirtilo, Carlos Adão acredita que o setor tem um grande potencial de crescimento, especialmente se os produtores continuarem a inovar e a trabalhar em conjunto para fortalecer a presença de Portugal no mercado global. doutores, onde poderão testar novas variedades, avaliar técnicas de cultivo e compartilhar experiências. Este projeto é mais uma prova do compromisso do nosso município em apoiar a agricultura, especialmente o setor do mirtilo, que tem mos trado um enorme potencial de crescimento e sustentabilidade para o Fundão”, sublinha Pedro Neto. O autarca também destacou a importância do Centro AgroTech, dado tratar-se de um pólo de inovação agrícola em pleno desenvolvimento, referindo que este centro “se tornará um ponto de referência para o setor agrícola, facilitando a troca de conhecimento e a implementação de novas tecnologias que tornarão a agricultura mais eficiente e sustentável”. Já Carlos Adão, presidente da ANPM, afirma: “Hoje é um dia de celebração para todos nós. A assinatura deste protocolo marca o início de um projeto pioneiro que permitirá aos produtores de mirtilo experimentar novas variedades e tecnologias em um ambiente controlado e especializado. A Associação Nacional de Produtores de Mirtilo em parceria com o Município do Fundão, tem o orgulho de contribuir para o fortalecimento da agricultura nacional e para o futuro do mirtilo em Portugal. Este campo experimental será, sem dúvida, uma ferramenta importante para todos os produtores, que poderão usar as informações geradas para melhorar as suas práticas e aumentar a competitividade”.

Durante o segundo dia, para além da assinatura do acordo do Campo Experimental do Mirtilo, o 13º Encontro Nacional de Produtores de Mirtilo, também teve como destaque as várias apresentações técnico-comercias de algumas empresas, bem como demonstrações de tecnologias IoT em agricultura no AgroTech Fundão.

No 13º Encontro Nacional de Produtores de Mirtilo, Pedro Brás de Oliveira, investigador do INIAV, destacou a importância do evento para o setor, que, embora não seja uma fileira forte da agricultura portuguesa, tem demonstrado um crescimento notável. Segundo o investigador, a união entre os produtores, especialmente em torno da Associação Nacional de Produtores de Mirtilos, tem sido fundamental para o sucesso contínuo dos encontros, com a participação constante de mais 300 pessoas em cada edição. Pedro Brás de Oliveira frisa que o Encontro é um verdadeiro “case study”, um exemplo de como é possível reunir tantos participantes e manter o interesse vivo, mesmo quando, a cada edição, se discutem temas já abordados anteriormente. No entanto, ele mencionou que há sempre novidades, especialmente com a chegada de novos produtores e jovens que mantêm a chama acesa de discussões importantes, como o tema das variedades de mirtilo.

Falando sobre a evolução do setor, o investigador diz que o mirtilo está a passar por uma grande transformação, especialmente em termos de qualidade.

O consumidor, segundo Pedro Brás de Oliveira, tem um papel fundamental na definição das variedades que devem ser cultivadas. “O consumidor manda”, afirma, referindo--se à crescente procura por mirtilos mais “crunchy”, com uma textura firme, ao contrário das variedades antigas. Pedro Brás de Oliveira também abordou os programas de melhoramento genético, que exigem um investimento de longo prazo. “Para eu ter uma variedade de mirtilo que tenha, no mínimo, essas características, demora 10, 20 anos”, explica. Este investimento é feito principalmente por grandes multinacionais e empresas privadas, que segundo Pedro Brás de Oliveira, têm procurado desenvolver varie dades que atendam às exigências do mercado. “É um trabalho enorme e um investimento muito grande por trás”, conclui o investigador. Refira-se que no INIAV, Pedro Brás de Oliveira está a liderar projetos de melhoramento de framboesa e amora, em colaboração com empresas privadas, que reconheceram a necessidade de novas variedades.

Fernando Martino, consultor chileno com 15 anos de experiência no setor, teve a oportunidade de partilhar a sua visão sobre os desafios enfrentados pelos produtores de mirtilos, especialmente médios e pequenos. À nossa reportagem Fernando Martino, que tem uma empresa de consultoria, especializada no controlo de gestão e operações no negócio dos mirtilos, trouxe um olhar profundo sobre a dinâmica da indústria, com ênfase nos pontos críticos que podem determinar o sucesso ou fracasso no negócio.

Com uma vasta experiência, incluindo 15 anos como gerente comercial das duas maiores produtoras de mirtilos no Chile, Fernando Martino conhece bem os desafios da cadeia produtiva.

O consultor explica que, enquanto grandes grupos produtores controlam toda a cadeia de produção, desde o cultivo até a exportação, pequenos e médios produtores de mirtilo enfrentam margens estreitas e uma grande incerteza. “Muitos produtores entregam a fruta e não sabem o que acontece com ela, como é manejada, a que preço será vendida”, diz Fernando Martino. Assim, o consultor assessora esses produtores a entender melhor o seu negócio e a melhorar os processos operacionais, sem se envolver diretamente na parte técnica do cultivo. Fernando Martino destaca a importância de identificar os “pontos críticos” dentro da operação.

Um exemplo crucial mencionado foi o tempo entre a colheita da fruta e o resfriamento a zero, que impacta diretamente na qualidade final e no preço pago pela fruta.

Para Fernando Martino, é essencial que esses pontos críticos sejam melhorados para alcançar um resultado económico mais favorável. “Há 60 pontos críticos, onde se ganha dinheiro ou se perde”, afirma, referindo-se aos produtores em países como Chile e Peru, com longas distâncias de transporte. No caso específico de Portugal, Fernando Martino afirma: “Se os primeiros contentores de mirtilos que saem de Portugal chegam à Alemanha com problemas, os alemães não dão muita oportunidade”, alerta. O consultor sugere que uma forma de melhorar essa situação seria garantir que a fruta fosse resfriada rapidamente após a colheita. Fernando Martino ainda frisou a importância de manter uma comunicação clara e eficaz com os clientes. “O produtor deve fornecer um reporte de qualidade para que o cliente saiba como sai a fruta e como ela chega”, enfatiza. O consultor também destaca que, no Chile, a fruta não é colhida quando as temperaturas ultrapassam os 30 graus, pois isso afeta negativamente a qualidade do mirtilo.

“A certificação é essencial, especialmente para o retalho e para a distribuição em supermercados e hipermercados”

Ana Coimbra, gestora de clientes da NATURALFA, refere que é uma honra para a empresa especializada em certificação estar presente no evento, observando o crescimento contínuo da produção de mirtilos em Portugal. A NATURALFA acompanha de perto o desenvolvimento da cultura e o sucesso dos produtores, o que é especialmente gratificante para a empresa, que tem visto muitos deles conquistar resultados positivos. Para Ana Coimbra, a certificação tem-se tornado cada vez mais essencial, principalmente no mercado internacional. No caso específico dos mirtilos, diz Ana Coimbra que o produto tem de chegar ao consumidor final com qualidade, o que torna a certificação fundamental. “A certificação é essencial, especialmente para o retalho e para a distribuição em supermercados e hipermercados”, afirma, destacando que essas cadeias de distribuição exigem que os produtos estejam certificados em termos de segurança alimentar.

Com a certificação, os consumidores podem ter a certeza de que estão a consumir um produto seguro, conforme as exigências de segurança alimentar..

A gestora de clientes da NATURALFA lembra que, à medida que o consumidor se torna mais exigente, ele quer saber o que está a comer, e a certificação é a forma de garantir essa confiança. “O mercado exige isso, e a certificação é o que conseguimos oferecer como uma resposta isenta e que cumpre todos os requisitos”, realça Ana Coimbra. A certificação, segundo ainda Ana Coimbra, também está ligada a boas práticas agrícolas. A gestora da NATURALFA esclarece que, quando os produtores seguem boas práticas, o risco de surgirem pragas e doenças é muito menor. “Certificações como o GlobalG.A.P e outras ajudam a garantir que práticas como o uso adequado de água, fitofármacos, a boa higiene e a segurança no trabalho vai prevenir muitas destas pragas e doenças e a certificação também trabalha muito nestes pontos”, remata.

Fitolivos investe em soluções para regenerar e melhorar a qualidade do solo

A Fitolivos também marcou presença no Encontro Nacional Produtores de Mirtilo. Para João Laje, técnico responsável da região Interior Norte e Centro da Fitolivos, a empresa tem-se concentrado no desenvolvimento de soluções que ajudem a melhorar a qualidade do solo e, consequentemente, das plantações. “Cada vez mais estamos a ter mais referências e produtos alocados ao solo, à regeneração do nosso solo, que esteve durante muitos anos em segundo plano. Estamos agora a tentar dar um aporte com novidades, como solubilizadores de fósforo e potássio, especialmente em regiões com solos pobres”, afirma o técnico. Além disso, João Laje destaca a importância de trabalhar também a parte foliar, com produtos à base de silício, que contribuem para aumentar o tempo de vida útil do mirtilo nas prateleiras, por exemplo. O biocontrolo, ou o controle de pragas e fungos, é outra área em que a Fitolivos tem investido, para garantir a sanidade das plantações. João Laje sublinha ainda a necessidade de compreender que o solo vai além da raiz da planta. “O solo é muito mais do que um simples meio para a planta crescer. Existe todo um ambiente à volta da raiz, um microbioma, com organismos e até mesmo animais que desempenham um papel crucial”, considera.

O exemplo da Bagas de Portugal

Francisco Silva, presidente da Bagas de Portugal, com sede em Sever do Vouga recorda que o foco inicial da cooperativa foi apoiar os pequenos agricultores de Sever de Vouga. “Praticamente todas as famílias tinham uma pequena par cela onde implementaram a cultura do mirtilo”, lembra Francisco Silva. Com o tempo, a comercialização tornou--se difícil para os pequenos produtores que não tinham escala, o que levou à criação da cooperativa para conseguir “escoar o produto que eles produziam”. No entanto, a Bagas de Portugal logo percebeu que “a janela do mirtilo é curta, ainda mais na nossa zona”, por isso, foi necessário alargar o leque de bagas, como amora, framboesa, groselha, physalis e goji.

A otimização dos processos também se tornou um foco importante para a Bagas de Portugal.

Diz Francisco Silva que muitas das plantações de mirtilos na região eram “plantas antigas, com 500 ou 600 árvores”, o que tornava necessário “ajudar os produtores a ir mudando”. O dirigente associativo sublinha que, embora o processo de substituição das variedades seja difícil para os agricultores, é essencial para garantir a produtividade. “Não é fácil para um produtor que já tem uma árvore com 7, 8, 10, 15 anos dizer, vou arrancar e esperar mais 2 ou 3 anos para ter nova produção, mas com o tempo os produtores percebem a necessidade de alterar as variedades”. A cooperativa também tem apoiado os produtores a obter certificações, criando uma “certificação em grupo para ser mais barato” e garantindo que as práticas sustentáveis e a segurança alimentar sejam seguidas.

 

 

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